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Idoso acusado de acorrentar e matar a marretadas missionária que o ensinava a ler vai a júri

Publicado dia 11/06/2019 às 12h56min
Francisco Lopes Ferreira foi preso oito dias depois de ter se escondido em uma mata

O idoso Francisco Lopes Ferreira de 65 anos, que foi preso acusado de acorrentar na cama e matar a marretadas a missionária Simone Facini Lopes de 31 anos vai a júri popular, nesta terça-feira (11), no Fórum de São José do Rio Preto (SP). O julgamento está marcado para começar às 13h30 e deve durar pelo menos oito horas.

O corpo da vítima foi encontrado seminu no dia 12 de março de 2017em uma chácara do município.

Francisco Lopes Ferreira foi preso oito dias depois escondido em uma mata, atrás de uma empresa no bairro Gonzaga de Campos. Ele permanece cumprindo pena desde a época do homicídio.

Suspeito de matar Simone é colocado em maca em Rio Preto  — Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a Polícia Civil, após cumprir pena por crimes sexuais cometidos em outras cidades, Francisco se mudou para Rio Preto e passou a frequentar a igreja evangélica da vítima.

Por missão religiosa, Simone começou a visitar o acusado para alfabetizá-lo por meio da bíblia, mas Francisco acabou se apaixonando por ela. A polícia encontrou uma foto da vítima em que o acusado escreveu que a amava.

Quando o acusado contou para a vítima, ela disse que não iria mais até a casa dele.

Ainda segundo a corporação, desesperado pelo fato de a jovem ir embora e não retornar mais, Francisco a amarrou na cama, a enforcou e ainda bateu na cabeça dela usando uma marreta.

Corrente usada para acorrentar a vítima na cama — Foto: Marcos Lavezo/G1

Para o delegado, ele confessou que a matou pelo fato dela ter dito que ia parar de frequentar a chácara onde ele morava. Francisco também relembrou a forma como desferiu as marretadas, o modo que a acorrentou, o horário e como todos os fatos se desenvolveram.

 

Crime

 

A vítima frequentava a chácara, onde foi encontrada morta e acorrentada à cama, há cerca de seis meses. Segundo a família, Simone ensinava o homem a ler e a escrever. No domingo (12), dia em que foi morta, daria aula de ensino religioso para ele.

Segundo a família, a voluntária saiu de casa por volta das 11h e, no final da tarde, ainda não tinha voltado. A família ficou preocupada, mas quando o marido foi até a chácara o crime já tinha acontecido.

De acordo com o boletim de ocorrência, Simone estava seminua e foi presa com correntes que prendiam pés e mãos, todas fechadas com cadeados. A vítima tinha ferimentos graves na cabeça. Uma marreta com marcas de sangue, usada no crime, foi apreendida.

Segundo a polícia, Juvenal Pereira dos Santos, que morava na mesma chácara que o acusado, foi quem chegou primeiro na cena do crime e chamou a polícia. Ele entregou aos investigadores a marreta.

Fonte: G1.com.br