Sousense troca o Sertão de Sousa pela linha de frente na Ucrânia e sobrevive a ataques diários em Dnipro

Créditos Imagem: Repórter Caveira PB Alerta

Enquanto a rotina segue tranquila nas ruas de Sousa, no Sertão da Paraíba, um de seus filhos escreve um capítulo improvável e corajoso a milhares de quilômetros de distância. Denis Rodrigues, conhecido como “T-Rex”, de 39 anos, trocou o consultório de radiologia e as academias de educação física pelo fardamento camuflado e o fuzil em punho. Ele é, hoje, a face paraibana na resistência ucraniana contra a invasão russa.

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Denis não foi para a Europa a passeio. Especialista em Radiologia e profissional de Educação Física, ele uniu seu preparo técnico ao desejo de justiça. Atualmente, o soldado sousense está lotado no 31º Batalhão do Grupo Lotus (Assalto e Defesa), uma unidade de elite que atua em zonas críticas de confronto.

Em contato exclusivo com o Repórter Caveira, Denis explicou o que motiva um sertanejo a cruzar o oceano para se voluntariar em uma guerra estrangeira:

A realidade do front: Frio extremo e isolamento

A bravura de Denis enfrenta desafios que vão muito além dos ataques de drones. Em seus relatos, o “T-Rex” destaca as condições brutais que marcam o cotidiano dos combatentes na região de Dnipro. O contraste com o clima ensolarado de sua terra natal é brutal:

O Rigor do Inverno: Denis relatou que o frio é um inimigo constante, exigindo uma resistência física que vai muito além do preparo convencional. A sobrevivência em temperaturas negativas é um desafio diário nas trincheiras e posições de defesa.
Isolamento Digital: A comunicação com a família em Sousa é um luxo raro. O soldado destacou a constante falta de internet, que torna o contato com os entes queridos uma dificuldade extrema, aumentando o peso da distância e do isolamento durante os períodos de folga.

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Até o último contato, “T-Rex” estava posicionado na região de Dnipro, a quarta maior cidade da Ucrânia e um ponto estratégico vital. O cenário é de tensão constante. Recentemente, a cidade um polo industrial com cerca de um milhão de habitantes foi alvo de ataques massivos de drones russos.

Os relatos que chegam do front descrevem um cenário de destruição:

Infraestrutura atingida: Edifícios residenciais e empresas privadas foram severamente danificados.
Comunicação: Até a infraestrutura de uma emissora pública local foi alvo dos bombardeios.

Enquanto o contrato de 90 dias não chega ao fim, a torcida em Sousa é uma só: que o “T-Rex” consiga superar o frio, a saudade e o perigo do front para retornar a salvo ao calor do Sertão paraibano.

Fonte – Créditos :  Repórter Caveira – PBAlerta

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lldearaujo

Editor escritor.

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